sábado, 10 de setembro de 2011

Tirolesa

Difícil fazer duas vezes a mesma coisa, né? Isso das modernidades que não salam o que a gente faz...anem! anem mesmo!

Eu nem saberia repitir exatamente...
Só quero me lembrar sempre como fazer para ter coragem. Procedimento 1: confiar nas palavras amigas daqueles que me querem bem. Isso não é fácil, primeiro porque é preciso saber dinstinguir quem de ato quer bem. e segundo porque até os que gostam às vezes se confundem nas palavras, então como identificar as palavras de verdadeira amizade?Pior é que colocando dessa forma, não pareceu o que eu queria dizer: o que eu quero mesmo é agradecer às palavras amigas, ao apoio em todo o tormento, à conexão quase divina.
Procedimento 2: primeiro travar o cinto de segurança, depois sentar na plataforma e por ultimo ir deslizando o bumbum até não haver mais plataforma. E depois é só curtir o vento, as árvores sob os pés, a sensação de liberdade...E no fim, seguramente tem alguem te esperando, pronto pra te frear, tem uma rede q te segura, tem quem lhe indica o próximo passo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

vontade de xingar

To com ânsia de vômito!
daqui a pouco boto pra fora um monte de coisa...to louca pra ejetar, com poltrona mas sem páraquedas, o meu desespero, minha insegurança e minha incompatência.
e cuspir também aquelas coisas repugnantes que não sei porque aceitei que os outros colocassem dentro de mim.
só preciso segurar mais trinta minutos.
mas isso vai ter que parar. imagina, eu agora ficar tendo esses mal estares. já não me bastava dormir mal?
a sua função era fazer eu me sentir melhor. e não vou aceitar de jeito nenhum misturar sensações da cabeça com as do organismo.
to muito, muito brava. ou seria mal.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O dia de amanha

Como será o amanha? A felicidade que a música transmite não condiz com a angustia da pergunta. Juro que tento, me esforço, suo a camisa, tentando não pensar, não angustiar. Mas, sério, é possível?
Ando me sentindo tão surda...Vou, então, me apegando às sensações. (vai ver que eu sou uma surda "féisticamente" falando, mas com a compensação da extrapolação do sentido do tato...) Porque, como eu sinto Sua presença! Não acho que eu eu seja uma "Tomé" com sentido diferente, porque eu acredito. É só que eu queria ter Seus conselhos...Suas dicas...Suas direçoes...Tá, o que eu queri é que facilitasse minhas decisões. Tá, eu sou uma pessoa medrosa por não querer arriscar por mim mesma. E justificando (apesar de eu odiar me justificar), é que eu não estou mais segura das minhas avaliações...Acho que talvez eu tenho ficado critica demais e rigida demais. Qual é o tom do equilíbrio?
Só um pedido de socorro...Mas confiante de Seu amor e apoio.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Rugas da experiência


Um dia faz diferença? Acho que estou me sentindo mais velha...Mais cansada com certeza. E muito, muito carente. Depois de ontem, o dia de hoje foi realmente muito dificil de suportar...Ninguem me ligou e eu tive que recorrer a fotos antigas. Essa postada eu tirei no Zoo de BH. Eu amo elefantes! Acho que os amo porque eles me passam uma estabilidade invejável. Com aquele tamanho todo, não há vento que os tombe. Eu queria ser assim. Mais estável. Como pode ontem eu ter me sentido o dia todo muito bem, radiante até, e hoje só queria que o dia acabasse logo. Queria não estar aqui, nem aí, nem em lugar nenhum. Queria me esconder embaixo da cama. Queria chorar mas as lágrimas estão secas. E o pior é que descobri que nem adanta eu querer nada, eu não vou poder controlar, mesmo...Diz que u tenho que viver e serfeliz com as turbulencias. Eu até estou tentando, mas sinceramente não sei se isso é ou não uma turbulência.
O bom é que com isso eu já fiz meu dever pra amanha. :) (mega esforço...)

domingo, 15 de maio de 2011

De repente quase 30

Vendo o filme (que eu adoro) De Repente 30 é que eu percebi que eu to quase fazendo 30... Amanha faço 28! E hoje me peguei me sentindo de novo a protagonista. Ah...há quanto tempo eu não me sentia a protagonista da minha propria vida! Puxa, como eu deixei isso acontecer??? Aliás porque cargas d'água eu achei que poderia deixar ou não deixar alguma coisa? de onde eu tirei essa ideia ridicula de que posso controlar cada detalhe da minha vida? Agora to pensando que o grande lance é aproveitar cada momento bom como se fosse único e da forma que ele aparecer. e se aparecerem momentos ruins, tentar não angustiar e tirar o maior proveito dele também.
Sem hipocrisias, não sei bem qual a amplitude dessa coisa toda, afinal me sinto engatinhando no conhecimento da vida e da arte de viver bem. Mas me sinto viva. Viva de verdade. Me sinto vivendo plenamente. Aliás, por enquanto na minha vida só tenho vivido mesmo! É engraçado falar assim, mesmo porque pode-se perguntar o que mais teria pra fazer além de viver? Mas há. Vejo meus contemporaneos comprando casa, carro, casando, tendo filhos e eu nada! Eu só vivo. Vivo um dia depois do outro. Curto o que me aparecer. Me sinto livre, por isso. E isso é bom. Mas será que não está na hora de eu começar a ter? Marido, casa, filhos, essas coisas? Será que com os quase trinta as perguntas não param? Será que eu tenho memso que aceitar o tumulto, a confusão embolada na vida? Não que minha vida não tenham confusões...até da pra perceber pela quantidade de perguntas...Mas até que ponto eu deveria ter controle delas? ou quais e como evita-las?
Afinal, ficar velha pra mim está sendo  acrescimo de pensamentos, duvidas e experiencias (boas experiencias)...
Mai que bom, então, né?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Antigamente

Hoje acordei com vontade de postar...ia escrever sobre sei lá o que, mas achei esse texto antigo e preferi guardá-lo aqui...
Quarto de século
Quarto de dormir
Quarto de queijo
Quarto de grama
250 ml
Quarto de milha
Quarteto fantástico
Quarta-feira
Quarto de despejo
¼

Nessas épocas de vésperas, sempre fico com vontade de agradecer a cada um o seu quinhão deixado em mim. Poderia fazer uma carta dessa a cada um de vocês seres tão importantes, cada um responsável por seu quarto de mim. E são tantos quartos...
DEUS
Ao quarto principal, pedra angular de minha personalidade, Deus, muito obrigada pelo dom da vida, por todos os outros que nela colocastes. Obrigada por cada detalhe que não lhe escapa, por todos os acasos, encontros e esbarrões. Obrigada pelo presente da felicidade, da saúde, da paz, do amor, da força, da fé.
MÃE E PAI
Aos condutores, direcionadores, criadores, geradores, energizadores, pai e mãe, obrigada pelo amor, pela paciência, pelos conselhos, pelo suporte. Obrigada por me passarem valores e religiosidade, disposição e força, determinação e coragem.
LEANDRO E TALES
Aos filhos que herdei, obrigada pela energia vital, pelo carinho, apoio, paciência, afeto e diversão.
Preto me ensina a comunicação, como ser e ter amigos, disponibilidade para ajudar o outro, a lógica financeira e financista.
Branco unge-me com ternura, garra, persistência e fé.
MILA
Primeira amiga, amiga de berço, amiga prima, irmã de leite, querida. Comunicação, diversão, como não ter vergonha de dançar e principalmente como é poderosa sua fé.
PAT
Amiga duradoura, do peito, da quinta série que persiste. Obrigada por me aceitar como sou, por me valorizar assim mesmo, pela fidelidade. Muito tempo distantes, mas com os corações sempre próximos, te amo tanto e tanto. Por mais que hoje nossa programação siga divergindo, reconheço em nós o esforço recompensado e valioso de uma grande amizade, de uma pura amizade. Obrigada por sua respeitosa amizade.
ALEX
Amiga tia, fico feliz de pensar que uni duas pessoas tão queridas. Sinto-me importante ao pensar que faço parte de tua vida.
TIO ROGÉRIO
Tio amigo, rezo sempre para que Deus cuide de você, de vocês, que os faça muito felizes.
TIOS ITAMAR, TIÃOZINHO, MAURÍCIO
Tios que me levavam aos domingos de manhã na missa do Pe Tiãozinho, à missa das crianças. Desculpa por fazê-los levantar tão cedo em pleno domingo (só hoje eu entendo como isso era cruel). Obrigada pelo carinho e pelo cuidado, pelo sacrifício e dedicação.
VÓ ZENA
Vó, única que me restou, obrigada pelos chás cheirosos, pelos biscoitos fritos, pelas orações incansáveis, pelo interesse. Desculpa o trabalho e a canseira, desculpa o desgaste. Mais que tudo com a senhora aprendi o valor da família e o poder da oração.
BD
Amigos que hoje estão distantes, amigos de bilhetes do fim do mundo, amigos de cartas e e-mails, amigos de apoio, obrigada pelo tempo que dedicastes à nossa amizade. Com vocês aprendi a gostar de rock, a gostar de incenso, a fritar pastel, a chorar de amor, a apoiar, a dividir sonhos, lágrimas e esperanças. Sinto falta dos bilhetinhos em sala de aula, das caminhadas, das luas cheias, das Exposições, dos carnavais na Praça da Estação, dos trabalhos, das feiras de ciências, das festas, dos jogos, dos violões, das bicicletas, das colas, da grama, do meio fio, do chão, da estátua na praça do colégio, da praça do colégio, dos guardinhas.
Lembro de tantos detalhes inspiradores... Engraçado que lembro mais dos detalhes.
GABRIEL
Das pernas duras e bambas ao mesmo tempo, dos sinos tocando, da vergonha... Da rede comigo balançante e você chegando sem graça querendo um beijo, eu sem maldade, sem noção, sem facilitar... Sentados no meio-fio, só conversas... mãos dadas no cemitério, foi um grande apoio... Chamados à atenção por sermos adolescentes, adolescentes que não sabiam que existiam coisas erradas e lugares errados... Fim de semana no colégio, voltas sem beijos... Olhares que se diziam tudo... Fusca, acho q só eu lembro do fusca... Obrigado pela delicadeza, pelo carinho, pela cumplicidade. Com você aprendi o que era amar, independente do q todos digam ou pensem, eu sei que te amei, te amo, apesar do Pe Vieira, o mais puro amor divino. Quero do fundo do coração que sejas eternamente feliz, que se realize. Não entenda isso como dor de cotovelo, tentativas ou qualquer outra coisa nesse sentido, entenda como um desejo profundo de uma amiga que ama.
CELICE
Tardes de estudo que apenas riamos e fofocávamos... horóscopos nos intervalos... pirulitos... fazenda... churrasco... velório... foi um baque gigantesco amiga! Trocar baladinha por tensão. Mas sua casa me traz mais lembranças dessa época que a de qualquer outro... adorava as reuniões (porque festa é pra mais de 500 pessoas), tudo era motivo, se bem que tínhamos motivo? Não sei por que me lembro de uns coelhos, de umas estrelinhas no teto, de bilhetinhos de adeus... Vivi tantas histórias de amor... tantas lágrimas...tantas reconciliações... tantos recomeços... acompanhei sua vida e você acompanhou a minha. Com você aprendi a liberdade de demonstrar sentimentos.
Lembro de duas situações na sua casa: um filme que não podia fazer chorar, mas sem querer alguém morre de câncer (ô coincidência desastrosa que nos fez rir) e de uma festa com varanda, quintal e fulaninho brincando de namorar a irmã (se não me engano você namorava com ele nessa época nossa e hoje a irmã está tão grande!). Lembro de estudar com você em BH, pra prova ou pra vestibular? Sei que nesse estudo rolou confidência e não sei por que dessa confidência gravei a praça da Santa Casa. Acho que desde sempre minhas memórias são relacionadas a lugares, as imagens que guardo são de espaços... Com você aprendi a delicadeza de palavras, como ter jeito para falar as coisas, a força de buscar a alegria sob quaisquer tormentas.
BRENO
Por você ou com você aprendi a cantar Faroeste Caboclo. Você até que tentou me ensinar ritmo, mas não deu. Tardes e tardes lá em casa tocando violão quando era para estudar. Teve uma outra música que você me ensinou também, mas eu não consigo lembrar qual. Só lembro que tinha uma pegadinha com o tom... acho que era dos Engenheiros... Definitivamente você me iniciou no rock, como um irmão mais velho faria... E quando eu cismei que queria tocar violão de ouvido? Provavelmente desde o início você já sabia que não daria pé... E quando montamos a banda? Eu era a dançarina...que coisa...a banda só durou o tempo de um show, aquele no fim de semana de encontro no colégio. Essa bandinha foi antes ou depois do Artesamba? Era esse nome mesmo? Pagode??? Só adolescentes mesmo pra mudar tanto e tão rápido de idéia... Se bem que acho q nenhum de nós gostava... O negócio era sair, nos encontrar e vocês se mostrarem pra pegar mulher... Foi a época que vocês pegaram mais mulher? Engraçado que dessa parte eu nunca dei notícia... Eu sabia de todos os amores, de todos os corações partidos, mas não da putaria... Falando em confidências sabia que foi pra você e só pra você que assumi que ainda gostava dele...mesmo quase um ano depois? Você é meu amigo do peito, meu irmão camarada. Com você vi a pureza e a força de uma amizade.
MARCELO, REPOLHO, PEDRINHO, PC, ROGERINHO, FERNANO (CAPETA), OS DOIS CERULI´S, SAMIR, JOENE, MATHEUS, CARAZINHA, LEO, DUDU, BETO, ROBERTO, GLÁUBER, IGOR, MARQUINHO
Pra cada um uma lembrança especial, uma situação inusitada, uma página importante da minha vida. Provas de inglês em outras salas... primeira cola da vida, prova de história, decepção e promessa de nunca mais colar... dizer para todos que quer ser chamado pelo apelido, coragem, autenticidade... amontoamentos em quaisquer gramas... musicas cantadas enquanto o professor dava aula (marcou muito Menina Veneno com uma dupla sertaneja qualquer)... papos, muitos papos, principalmente nas aulas repetitivas de matemática... choros e confidências na balada... primeiro namoro, namoro mesmo q tive notícia veio de você,aliás, namoro e outras coisitas... as meninas sempre naquele medo de chegar perto de vocês e eu era o contato... amigos, meus amigos, meus queridos amigos...Vocês sempre foram meu apoio... minha diversão. Com vocês aprendi porcaria, muita porcaria, fui iniciada na maldade do mundo, nos palavrões... Vocês me ensinaram a ter consciência, a ser crítica, a ouvir, a analisar, a pensar! O que mais sinto é não tê-los abraçado. Gostaria que soubessem o quanto os amo, o quanto são importantes para mim. Quero que saibam que confio muito em vocês, que sempre confiei. Gostaria de hoje ter proximidade e contato com todos vocês, mas sei que não dá... Em todo caso sempre fico muito feliz quando tenho noticias suas, quando fico sabendo o quanto vocês estão bem e felizes, o quanto cresceram e amadureceram. Espero que vocês sejam sempre bem sucedidos, com família e profissão. Amo tanto a todos... com toda a força do meu coração.
CASSINHA
Amiguinha querida! Primeira irmã que escolhi. Fomos criando afinidade com o tempo. Nos tornamos amigas por nossa escolha. Acho isso legal, porque pra gente ser amiga por causa de nossos pais não era suficiente, tínhamos de verdade carinho uma com a outra, pensamentos e atitudes semelhantes. Compartilhamos muitos momentos, confidenciamos e apostamos quem levaria primeiro um namorado no Koisa Nossa... Foi muito bom ter sua companhia na Praça de Esportes, no Recanto, na Praça, no Gandauzz, na Praça. Nos afastamos. Mais, muito mais do que eu gostaria. Sinto sua falta. Sempre que nos encontramos surge uma promessa de mais contato, mas continuamos fisicamente distantes. Meu coração está contigo, amiga. Obrigada pelos conselhos, pelas companhias, pela alegria, pelo secador...
BH
Sofri, chorei, senti falta. Mas mudanças são necessárias, é preciso crescer, mudar. Me lembro de estar na Parati e ter que tomar a fatídica decisão: "Você decide, você que tem que saber o que quer da sua vida. A escolha é sua. Você quer ir ou vai ficar por conta de namorado?" Foi difícil, uma decisão muito difícil. Porque eu só queria fazer o certo, queria te agradar e naquele momento eu não sabia o que você queria (acho que nem a senhora, né?). Eu tinha medo de decepcionar, de morrer de saudade, de não conseguir ficar longe. Mas não conseguia expressar, não conseguia exteriorizar. Eu estava apavorada, aterrorizada. Também, eu era nova demais, imatura demais, inocente demais. Mas vim, com toda a força que me deram. Vim segurando o choro, vim rindo sem graça. Mas vim decidida a ficar, a fazer o que tinha que ser feito. Lembro que minha mala de livros era maior que minha mala de roupas. O "Navio Negreiro" pra variar tava lotado. Vendo pela janela da carroceria, mãe, pai e meninos dando tchau, foi a pior sensação da minha vida. Só de lembrar, me dá vontade de chorar.
TIO CLÁUDIO E TIA TEREZA
Vocês que tinham sempre a disponibilidade de levar e trazer. Carregando malas, e gentes, tumultuando, falando sem parar, calando com cara de choro, rindo, brincando. Obrigada pelos almoços de domingo, pelo apoio familiar. Pela família. Tia e tio vocês adotaram tantas filhas e filhos, cuidaram da gente com tanto amor, se preocuparam e dedicaram muito tempo a nós. Vocês me ensinaram a importância e o valor de dedicar tempo aos outros, como isso é importante e como isso torna a vida e as mudanças menos penosas. Vocês foram apoio, conforto. Não sei o que mais poderia dizer para mostrar o quanto os amo e os agradeço por todo o carinho dedicado a mim.
TIA FÁTIMA E TIO ELIAS
Mais que tia, mais que madrinha, como o tio mesmo confundiu, você se transformou em mãe. Obrigada por me acolher, por me apoiar, por cuidar de mim, por me considerar mesmo uma filha. Sei que mudei a rotina de vocês, que alterei o andamento de sua casa, que dei trabalho e preocupações. Aliás, obrigada por se preocuparem. Me desculpem essas preocupações, o incômodo, o trabalho. Nunca poderei agradecer o suficiente, nem sei como poderia.
KESSINHA
Prima querida, madrinha. Obrigada por todas as dicas, por todo carinho, por todo apoio. Sua experiência me favoreceu, me fez atalhar caminhos, me facilitou a transição e me fortaleceu para os desafios. Decidi em qual escola estudar, aprendi andar em BH, quais ônibus pegar, qual o motivo certo pra passar no vestibular, dedicação, força, garra, coragem, como recomeçar depois de um coração partido, a importância de se cuidar, como usar brincos grandes (o engraçado é q logo q eu comecei você parou de usa-los). Desculpe-me por acordá-la com meu despertador, por meus estresses, por meus silêncios, por minha falta de companheirismo.

Um dos períodos mais difíceis da minha vida, um ano puxado emocional e intelectualmente. Ralei, sofri, ri, chorei, me diverti, cevei diversão. Em todos os momento alguém me apoiou, ensinou, orientou, acompanhou. Amo a todos, agradeço a todos, inclusive àqueles que não sei muito, que não tenho muito a dizer. Obrigada à professora que nos disse como era importante usar da nossa profissão, qualquer que fosse escolhida, para ajudar aos outros e tornar o mundo um lugar melhor. Obrigada ao trocador do ônibus que nunca me deixou passar o ponto, mesmo eu dormindo todos os dias. Obrigada à senhora que se sentou ao meu lado no fatídico dia que chorei todo o caminho pra casa, o engraçado é que ela não falou nada nem olhou pra mim; mas eu tava precisando de privacidade e incrivelmente dentro de um ônibus lotado foi que eu encontrei e nesse dia aprendi que a multidão, que ser mais um na multidão, é a coisa mais solitária que existe. Obrigada aos colegas de Pitágoras que, mesmo não se tornando amigos, não me deixaram sentir só.

Faculdade. Me encontrei. Obrigada a todos que conheci, aos que se tornaram amigos, aos que não conheci, aos que cruzei no corredor, aos que eu nem cheguei a reparar, vocês me fizeram sentir localizada no mundo, vocês me mostraram que existiam pessoas parecidas comigo mais do que eu poderia imaginar. Nesse momento aprendi que não importava que tudo o que minha mãe tentou me mostrar era verdade: cada um é único e isso é que é o legal. Obrigada a todos que,com sua idéias, ajudaram a construir as minhas próprias.

Professores-amigos, amigos-professores. Na faculdade isso é tão legal, reduz-se a distância, a hierarquia só fica presa ao respeito, não há a relação maior-menor. O professor aprende com o aluno, o aluno aprende com o professor, com o bibliotecário, com o faxineiro, com o porteiro, com outro aluno, com qualquer um que tenha qualquer coisa a ensinar - e todo mundo tem algo a ensinar. Pra mim a faculdade foi uma loucura, uma vastidão de possibilidades. O que de mais importante que aprendi foi me responsabilizar por minha liberdade. Eu posso tudo, mas eu não quero tudo! Aprendi a escolher o que querer. E pra isso, passei por oscilações, por dúvidas, por momentos ruins. Foi assim que conheci as Mega. Pessoas mega especiais, mega divertidas, mega companheiras, Mega Amigas! A essas, nem dá pra agradecer, são irmãs, cúmplices, apoios, suportes, amigas, Mega Amigas!


A todos, obrigada pelo tempo que dedicastes a mim, à nossa amizade.

quarta-feira, 30 de março de 2011

cadê meus palavrões!

Eu nasci na época errada.
Eu não gosto desses homens que não sabem o que querem. E não venha me dizer que a culpa é minha, por ser tão independente e decidida. Por me esforçar e ser bem sucedida e culta. E, na verdade eu nem sou isso tudo!
Eu quero que um homem peça ao meu pai licença para me escrever.
Eu quero um homem que me chame para dançar.
Um homem que saiba conduzir.
Odeio os moleques que ficam encostando, pegando. Aqueles que acham tudo um motivo pra pegar no seu braço, pra fazer massagens no ombro. Eu falo isso trincando os dentes.
É revoltante como tudo o que as mulheres conquistaram não as liberta do opressivo machismo nem da prepotencia.
Onde estão os homens (e aqui cabe também mulheres) que valorizavam a honra, a liberdade, a integridade e todas as ideologias de um mundo melhor???????
Minha vontade é escrever um palavrão muito grande. Mas eu estou tentando ser uma pessoa melhor.
Eu me sinto invadida, agredida e abandonada. E não sei o que fazer. Não sei como agir.
Toda a minha segurança, conhecimento e força somem. Eu vou soltar uma bomba nesse mundo!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

comidas,boa forma e bananeira

Não sei se sempre fui comilona...acho que não, porque lembro de ir ao médico pq andava desmaiando de fome...e, por mais que pareça, isso não é trágico. é cômico. É que eu simplesmente esquecia de comer...todas as vezes que eu estava entretida fazendo alguma coisa boa, eu me esquecia de comer...Em compensação, me lembro bem das horas de tédio que eu passava me empanturrando de doce. Acho q nesse sentido, eu sou históricamente uma incógnita! Mesmo porque eu nunca fui muito gorda nem muito magra...vai ver que os dois extremos se equilibravam...
Mas e agora? e nos dias atuais...eu não tenho certeza se eu sou gorda. Porque eu me vejo gorda, eu me sinto gorda. E sei que como muito! Mas em geral as pessoas não me acham gorda...Será então que eu fui mordida pelo bicho da anorexia? Claro que nada extremista porque tenho plena convicção de que não sou realmente magra. Talvez num nível mais brando? Ou quem sabe os parâmetros é que são diferentes? Por exemplo, eu me vejo gorda porque me comparo com as mulheres lindas da TV e do meu bairro...a propósito no meu bairro moram muitíssimas modelos... e as outras pessoas me veem menos gorda pq me comparam com as pessoas realmente gordas. Eu tenho plena convicção que eu não sou uma obesa, memo porque eu não peso 100 quilos, mas em que limite eu sou gorda?
Será que eu me sinto gorda só porque a sociedade impões um padrão de beleza e magreza irracional? Ou será que eu me sinto gorda porque eu sinto que eu como demais?
Eu realmente como demais. Sei que para manter meu corpo saudável eu precisaria ingerir apenas um terço do que eu coloco para dentro. E isso não foi nenhum nutricionista que me falou não. Eu simplesmente sei disso. Mas é que eu tenho uma dificuldade imensa de parar quando sinto tanto prazer gustativo...
Ontem fui jantar com uma querida amiga, (a proposito, obrigada meu Deus por tê-la enviado ontem...eu gostei muitíssimo da companhia...) e apesar de não estar acostumada a jantar, eu comi bastante. E fiquei com a barriga tão pesada que dormi muito mal.
Qual a lógica disso? Se o organismo gasta energia para trabalhar na digestão, porque eu ficar em repouso me fez tão mal?
Agora eu iria escrever 'Mas voltando ao assunto'...mas mudei de idéia, porque não sei qual era o assunto...e decidi que eu não preciso realmente de um assunto já que a ideia desses textos é apenas registrar minhas devagações...e eu vou terminar assim como meu professor do colegial falava que eu sempre terminava: como folha de bananeira. Bate um vento e eu simplesmente mudo de direção, sem aviso previo e sem uma lógica clara e/ou plausível.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Vivendo no milagre

Hoje bem cedo fui surpreendida por um milagre.
É por essas e outras que não entendo como alguém pode não acreditar em Deus.
Ao longo da minha vida, minha fé oscilou mais que corda de equilibrista de circo. Já passei por momentos de fé agregada, de fé emprestada, de fé arraigada, de fé hereditária, de ausencia de fé, de questionamento de fé, de dúvida de fé, de conhecimento de fé, de busca de fé, de constatação de fé e agora eu estou numa fase de maravilhação COM a fé. Acho que, como todo mundo, eu precisei perder tuto pra começar a descobrir que o tudo nunca me abandonou.
Quando eu me mudei pra São Paulo, o fiz por vários motivos mas principalmente porque eu achava que não fazia diferença a cidade em que eu estava, de qualquer forma eu estaria sozinha. Aff, como me enganei. Na primeira semana me apareceu um companheiro constante, que caminhava comigo e ficava presente em todos os momentos potenciais de solidão. Eu não criei um amigo imaginário! Eu não fantasiei nada! Só comecei a sentir um conforto imenso, uma segurança e uma proteção sem tamanho. Tipo aquela sensação de quando vc é criança e machuca o joelho e seu pai (que é sempre imenso, com brações imensos, devido à proporção) vem e te abraça e diz que vai ficar tudo bem. Essa sensação ainda não me abandonou, ao contrario, ela se ampliou. Agora eu percebo que em momentos de fúria eu me sinto acalmada, como uma brisa que prevalece ao tufão; em momentos de carência sempre surgem artifícios de compensação; em momentos de desespero sempre sugem noites acalmantes...
Ontem eu estava em um momento de entrega, o evangélio da liturgia diária de ontem falava sobre entrega, sobre se entregar nas mãos de Deus e sobre entregar as nossas vontades e dúvidas nessas mesmas mãos. Foi engraçado pq eu me entreguei, entreguei um sonho lindo nas mãos do meu Senhor e hoje de manha, ao sair de casa, bem na hora do primeiro bom dia, Ele me responde, me devolve a esperança e me apresenta um lindo motivo pra continuar sendo forte e acreditando.
Não sei como Lhe agradecer, ó Pai. Mas envio o meu mais singelo obrigada. Obrigada por me amar e proteger tanto! Obrigada por aceitar minha vida como sendo Sua.

quarta-feira, 16 de março de 2011

filminho e poltrona reclinável

Amo cinema.
Quando a sala vai ficando mais e mais escura, eu agradeço a Deus por termos a competencia intelectual de criar coisas tão magníficas. Já estive em seções em que eu me perdi no espaço tã envolvida que estava na comedia romantica, de repente me peguei agradecendo por ter esquecido por vários minutos a cidade em que eu estava. Já hove épocas em que eu valorava meu salário em seções de cinema, quanto mais seções meu dinheiro pudesse pagar, mais bem remunerada eu estava sendo. Aliás, dessa época o que eu mais lembro é de sair da seção vespertina e vislumbras a Praça da Liberdade verdemente ensolarada. Ou como me marcou ver essa mesma praça num tom de azul acinzentado, com árvores secas de outono, para uma seção ao ar livre de filme conceitual japonês.
Estou pensando até que criei esse blog na esperança de ter alguem pra me escutar...pra eu não me esquecer da cor da minha propria voz...
Mas agora acabei de sair de mais uma simples seção. Um filme em que as pessoas simplesmente não tiveram forças para se levantar das poltronas mesmo após os creditos finais passarem. E que créditos poéticos: mostrando a transição entre o negro e o branco, e mostrando a ambivalencia do carater de toda e qualquer pessoa, que nunca é totalmente má ou totalmente boa. Cliche, eu sei. Mas a pena negra que aparece no todo branco e a pena branca que aparece no todo preto são totalmente poéticas, sem contar que por si só o Lago dos Cisnes é mais que um classico, e há que ser respeitado. Nem vou falar nada da atuação da Portman, e não discorrerei sobre minhas opiniões pessoais sobre o Oscar, mas que ela teve o reconhecimento merecido, ah isso teve. Me lembra de um comentário que uma amiga minha postou no face: "tão boa que em alguns momentos chega a me dar medo". Pois esse comentário foi um dos motivadores que me levaram a essa seção porque, não sei de onde eu tirei a ideia, mas eu imaginava esse filme mais como uma videogravação de uma apresentação de balé. Mais uma vez fica provado como devemos nos libertar dos pre-conceitos.
De qualquer forma, idependente do filme (e independente mesmo, pq no cinema eu gosto até de filme ruim...rsrs) a arte de agrupaento e montagem de imagens é a poesia que mais me toca. Meu ouvido não é muito bom pra reconhecer musicas, eu não guardo muito nomes de bons autores (muito menos dos maus...), não tenho ritmo suficiente para dançar, mas uma imagem às vezes é capaz de me tirar do tempo e espaço. Um dia ainda vou postar algumas fotos que eu ja tirei. Não sou nenhuma artista, mas sei reconhecer quando uma coisa é bela e vale a pena ser registrada. Às vezes tenho a sensação de que minha cabeça é um album de fotografias de locais, coisas e situações mágicas. E olha que esse mundo é realmente cheio dessa magia.
Eu nem queria escrever tanto, nem devia ter tido o trabalho de ligar o note a essa hora, mas não resisti à tentação de falar, ou pelo menos tentar, dessa minha emoção. Toda vez que saio do cinema é a mesma coisa: parece que meus pés flutuam, minha alma me iça do chão pq ela está inflada, cheia de uma poesia emprestada da sensibilidade de outros... Nesses momentos meus sentidos ficam mais apurados e eu fico vibrante. Tá aí, o melhor programa que existe, para se fazer só ou acompanhada.
Beijos e boa noite.

Cuspindo

Hoje inicio o processo de cuspir minhas ideias.
O objetivo não é popularizar mas centralizar os pensamentos dispersos.
Comecei porque estava refletindo sobre pessoas, amigos e eu mesma.
Eu recebo diariamente um email do Padre Marcelo Rossi sobre o livro dele Ágape, e de vez em quando aparece algum texto que faz sentido pra mim. Com o de hoje aconteceu exatamente assim. Ele escreveu sobre o presente que as pessoas são. As pessoas são um presente na nossa vida, uns mais valiosos, outros com a embalagem mais bonita, outros apenas significativos.  Unindo à essa ideia de presente, eu comecei a lembrar de coisas que cada amigo meu já me disse sobre relacionamentos, sobre mim mesma e sobre eles mesmos.
Tenho muitos amigos, e só percebo agora que eu estou longe deles, o quanto eles me querem bem. Eu diria que eu sou uma pessoa muito rica em afetividade. Acho inacreditável como pode algumas pessoas tão magníficas fazerem tanto esforço pra me ter por perto? Eu não acho que os mesu amigos sejam do tipo que me apoiam sempre, aqueles que emprestam forças pra gente suportar as nossas vidas. Acredito que os meus amigos agem de forma diferente sobre a minha vida. É claro que eles são parte de meu suporte e motivação, mas eu me sinto forte por mim mesma. Então eu acho que eles agem mais como iluminação e esperança. É através dos meus amigos que eu consigo visualizar um futuro e um mundo melhor, porque com tanta gente boa, bonita e especial no mundo, é claro que esse mundo tem de ser bom e cada vez melhor!
Eu estou lendo o livro Comer Rezar Amar da Elizabeth Gilbert e (mesmo morrendo de pesar de o terminar e adiando sempre esse finalmente) já estou no terço final. Me identifiquei tanto com esse livro que antes mesmo de terminar já sei que vou lê-lo novamente, isso é uma coisa incrivel pra mim que raramente repeti um livro. Aliás quero aproveitar e agradecer à Lud que me presenteou o livro e o indicar a todos que porventura lerem este post. Bom, no livro a autora fala da importancia de estarmos felizes e bem com nós mesmos para a felicidade e bem estar do mundo como um todo. Por exemplo, se e somente se eu estiver bem comigo mesma é que eu serei capaz de transmitir paz e alegria e a partir daí ajudar a quem quer que precise.
Eu comecei a pensar isso refletido em mim e cheguei à conclusão que eu sou uma pessoa privilegiada e muitíssimo abençoada, porque eu não consigo me lembrar de tristezas minhas que tenham sido duradouras. Eu sou uma pessoa muito forte. E houve um tempo em que eu estava cansada de ser forte para mim e para os outros (porque se observarmos bem, todo mundo quer se apoiar nas pessoas que transmitem essa fortaleza) e o que eu queria mesmo é que alguem fosse meu apoio, fosse forte por mim.
Porque, o grande problema de ser forte é que às vezes pode-se perder a noção da realidade de sua força e acabar se sobrecarregando...Eu precisei sair de mim, de tudo que eu mais valorizava para aprender isso...para aprender o quanto eu de fato amo cada um dos amigos q eu tenho e o quanto eu realmente sou forte.
Cheguei à conclusão do início: meus amigos não representão suporte pra mim, eles são brilho, cor e intencidade. Deus é o meu suporte, meu alicerce. Meus amigos são minha alegria de viver.